25 outubro 2006
A PREVIDÊNCIA SOCIAL DE UATI. ( VI )

Enfrentei a criatura mantendo-me calmo, apesar do fedor horrível que ela exalava, procurei conter minhas náuseas e falei:
“- Eu sei o que se passa aqui. Sei do acordo escuso e dos pactos entre vocês e os” DEUSES BANQ-EIR OZ “. E o que vocês fazem aqui é injusto e mal. Prejudicam muitas famílias inocentes. Quero falar com o líder deste posto ou chamarei as autoridades. Tenho tudo gravado aqui (e, novamente, mostrei-lhe o pequeno aparelho) e não hesitarei em usar esta informação.” ·A criatura pareceu hesitar por um momento e retirou-se para a escuridão...
Estava preocupado. Afinal, arriscava muito. Não sabia se o aparelho gravava mesmo ou apenas me permitia escutar a comunicação entre as feras. Se fosse apanhado em um blefe, seria eliminado rapidamente.
Quando me perdia em um mar de conjecturas, a criatura retornou e falou incisivamente:
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"- Nosso líder só recebe os responsáveis pelo contato entre as Casas Reais e nós."

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Percebi que estava sendo testado. Se recuasse, perderia minha luta antes mesmo dela ter começado e seria destroçado pelas criaturas. Pensei por alguns momentos e não recuei:
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"- Então, sairei daqui e levarei todas essas informações ao conhecimento do público; pela imprensa livre, sindicatos, resistência e onde mais puder ser ouvido."

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Neste exato momento, surgiu das sombras, um representante da Família Real de UATI; me dizendo ser membro do "SERVIÇO SOCIAL ESPECIAL de SUA MAJESTADE EGYDIUM I". Uma mulher de aparência decrépita e de maus bofes cujo nome era CREONTICE.
Ela perguntou o que eu queria. Expliquei o que havia sido dito entre a criatura e o "PERITO" e que tinha provas irrefutáveis do pacto maldito entre a Família Real de UATI e aqueles falsos "médicos". Que tinha tudo gravado e que não seria prejudicado. Estava doente e a doença fora causada pelos abusos cometidos durante meus anos de trabalho em UATI; e iria até as últimas conseqüências para acabar com o sacrilégio infame ocorrido ali.
Creontice dirigiu-se a criatura num canto da recepção e, logo depois, sumiu na escuridão sem dizer uma única palavra.
A criatura-atendente, veio até mim e detrás de seu fedor cada vez mais acentuado projetou em minha mente:
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"- VOLTE DAQUI A DOIS DIAS E SERÁ ATENDIDO..."

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(CONTINUA)...

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posted by Lord Sarubiano at 10:52 AM ¤ Permalink ¤


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